Paróquia Nossa Senhora Aparecida
Momento de Reflexão e Poesia
 
04.Mai - Autismo
Autismo

O Autismo é uma condição neurológica muito complexa. A pessoa com autismo enfrenta muitas barreiras na sua vida.
Você pode ajudar muito sendo compreensivo, paciente e se informando.
Saber o que é autismo é uma forma de ajudar e quebrar barreiras.
Então vou começar falando o que é o autismo.
TEA(transtorno do espectro autista)é um transtorno do desenvolvimento que afeta a comunicação, a socialização e o comportamento.
Amor é a coisa mais importante  que você pode dar a uma pessoa com autismo.
A sensação de se sentirem amadas faz com que se sintam aceitas.
Algumas talvez não consigam expressar as suas emoções da forma que pretendemos,  mas tenha certeza que elas sentem muito e podem ser muito afetuosas.
Tenho um filho autista,o Rafael, ele tem 9 anos e nunca gostou de abraços e beijos,sempre respeitei isso dele, é importante respeitar os limites dado pelas crianças autistas, mas nunca deixei de, com calma,dar um beijinho, dar um"boa noite amor". Sempre falei que o amava e as vezes arriscava uns beijos, quando ele estava bem, brincando...mas, no mais, o ato de chegar perto era sempre dele.
Até que ele começou a expressar suas emoções da forma que lhe era possível. No começo, ele apertava o braço das pessoas, era a forma de falar que estava feliz aonde estava, feliz com o que lhe foi proporcionado a fazer. Depois ele soltou os abraços e beijos e esses gestos vem de uma hora pra outra, tipo no meio da rua indo para escola ou debaixo do chuveiro.
Autistas são sim carinhosos, basta usarmos a paciência que uma hora, esses gestos surgem.
As crises ao contrário das birras , não são voluntárias e podem durar muito tempo.
Deixando claro que autista faz birra também, assim como toda criança.
Elas acontecem principalmente pela incapacidade de comunicação,  sobrecargas sensoriais e mudanças de rotina.
É importante manter calma e descobrir as causas de uma crise para ajudar.
Lembre-se que uma crise é uma resposta biológica, não escolha.
E isso é importante ser compreendido para não correr o risco do julgar.
É muito comum ver uma pessoa com autismo sendo julgada pelo seu comportamento durante a sua vida.As palavras não bastariam para descrever o que é viver e fazer parte da vida de alguém com essa condição. Julgue menos e apoie mais.

O diagnóstico de autismo é baseado em observações do comportamento, testes  psicológicos e entrevistas com os pais. Os primeiros sinais podem ser notados precocemente aos 6 meses, mas cada caso é um caso.O Rafael por exemplo, teve seu diagnóstico com quase 3 anos, até quase 2 anos, ele se comunicava, interagia e do nada, tudo parou.
Procure um médico.O diagnóstico é feito por um neurologista infantil ou neuropsiquiatra.
Quanto antes o diagnóstico, mais cedo começarão os tratamentos e maiores serão as chances de uma melhor qualidade de vida.
Sim, a fonodiaulogia, a terapia ocupacional, as terapias em geral são importantes para ajudar no dia a dia, no desenvolvimento, mas lembrando que autismo não tem cura, pois não é uma doença.
Imagine um arco-íris com todas as suas faixas de cores divididas pelos  diferentes graus de refração, isso é um espectro; quando uma pessoa tem o diagnóstico de autismo, significa que ela se encontra dentro de algum grau dessa faixa de cores que vai do mais leve ao mais severo.
Nenhuma pessoa com autismo é igual a outra e podem ser classificadas conforme o grau de dependência ou necessidade de suporte que se encontram.
Esses graus podem ser divididos em três:
Grau1: leve(necessitam de menos suporte/apoio)
Grau2: moderado(necessitam de suporte/apoio substancial)
Grau 3: severo(necessitam de muito suporte/apoio substancial)
Portanto,todos precisam desse apoio,não existe “mais autista” e "menos autista", existem necessidades diferentes.
O autismo não é uma questão de inferioridade mental; é uma questão de desconexão entre corpo e o cérebro. Isso significa que devemos nos comunicar com a pessoas com autismo(de forma alternativa ou não)de acordo com a sua idade cronológica e com a crença total de que a pessoas está “lá dentro”, alerta, responsiva, ouvindo e aprendendo.
E isso é a mais pura verdade, Rafael aprendeu brincando no pátio com a mediadora(professora de apoio) os números, o abecedário e uma musiquinha que a tia da creche cantava na sala.Ele brincava do lado de fora e os ouvidos estavam lá dentro.
Ainda não se sabe o que causa o autismo, existem suposições, algumas muito aceitas, mas nada certo. Todo dia é um novo dia, cada dia uma surpresa, conviver com autista é viver numa eterna montanha-russa de emoções.
É aprender todo santo dia a “Ser Humano”.




Renata Firmino 

Fotógrafo: Via Internet

Fonte: @renataoliveirafir

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